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Edward Gein: O Serial Killer que Inspirou Psicose e O Massacre da Serra Elétrica

  • Foto do escritor: Por: Renata Moura
    Por: Renata Moura
  • 11 de mai.
  • 4 min de leitura

Em 27 de agosto de 1906, nascia Edward Gein, no interior gelado de Wisconsin. Edward, um nome que, anos depois, estaria atrelado a um dos casos mais perturbadores da história criminal dos Estados Unidos. Ed, como era chamado, era filho de George Philip Gein e Augusta Wilhelmine. Ele cresceu em um lar sufocante. Sua mãe, extremamente religiosa e autoritária, desprezava o marido alcoólatra e instável, que mal conseguia manter um emprego. Depois de vender a mercearia da família, os Gein se mudaram para uma fazenda isolada na pequena cidade de Plainfield. Esse isolamento era tudo o que Augusta queria.


Edward Gein (Ed)
Edward Gein (Ed)

Ali, ela podia proteger os filhos do que chamava de "moral podre do mundo". Ed e seu irmão Henry saíam apenas para ir à escola. Em casa, Augusta os submetia a leituras diárias do Velho Testamento, enfatizando passagens sobre morte, punição divina e condenação. Ela dizia que todas as mulheres, com exceção dela mesma, eram prostitutas e instrumentos do diabo. Com o tempo, Ed tornou-se introspectivo e peculiar. Na escola, os colegas e professores o viam como estranho: ele ria sozinho, evitava contato visual e parecia viver em um mundo próprio. Ainda assim, se destacava em leitura e escrita. Em 1º de abril de 1940, George, o pai de Ed, faleceu em decorrência de problemas cardíacos ligados ao alcoolismo.


D. Augusta Wilhelmine, mãe de Ed Gein
D. Augusta Wilhelmine, mãe de Ed Gein

Ed e Henry, então, passaram a fazer pequenos trabalhos para sustentar a casa. Ed era quieto, mas considerado trabalhador. Chegou a trabalhar como babá, pois se dava melhor com crianças do que com adultos. Com o tempo, Henry começou a se afastar da mãe e iniciou um relacionamento com uma mulher divorciada, algo impensável para Augusta. Preocupado com a dependência emocional de Ed em relação à mãe, Henry tentava alertá-lo. Mas Ed não aceitava críticas à mãe, que idolatrava. Em 16 de maio de 1944, os irmãos estavam queimando vegetação na fazenda, mas o fogo saiu do controle. Quando os bombeiros controlaram o incêndio e partiram, Ed relatou que Henry estava desaparecido. Pouco depois, o corpo foi encontrado de bruços, sem sinais de queimadura. A causa oficial foi asfixia, mas não houve autópsia. Muitos suspeitaram que Ed tivesse envolvimento na morte do irmão, mas nada foi comprovado. Após isso, Ed passou a viver sozinho com Augusta. Pouco tempo depois, ela sofreu um derrame paralisante, e Ed cuidou dela até sua morte em 29 de dezembro de 1945. Segundo especialistas, Ed ficou devastado, por perder seu único amor, sua única amiga. Sozinho na fazenda, Ed passou a evitar os cômodos onde Augusta costumava ficar. Viveu recluso, alimentando sua mente com leituras obscuras: revistas de canibalismo, atrocidades nazistas e obituários locais.


Ed Gein sendo conduzido a prisão
Ed Gein sendo conduzido a prisão

Ele selecionava mulheres mortas que lembravam sua mãe, invadia cemitérios, desenterrava seus corpos e os levava para casa. Lá, ele mutilava os cadáveres e usava partes para criar uma bizarra coleção. Pele humana virava abajures, máscaras, cintos. Seios eram costurados em corpetes. Ele chegou a vestir esses "trajes" em rituais secretos, onde dançava e gritava sozinho. Ed retirava órgãos genitais femininos e os colocava dentro de suas roupas, dizendo sentir-se mais completo como se ele se tornasse uma mulher. Ele chegou a declarar a psiquiatras que seu maior sonho era realizar uma cirurgia de mudança de sexo. Com o tempo, ele não queria mais cadáveres. Ele queria vítimas vivas. E em 1954, a proprietária de uma tabacaria, a Mary Hogan, desapareceu. Ed foi o responsável, mas o caso só se ligaria a ele anos depois. Foi só em 1957 que tudo veio à tona. Bernice Worden, proprietária de uma loja local, desapareceu. Seu filho, o xerife adjunto Frank Worden, encontrou rastros de sangue na loja e o nome de Ed no livro de registros.



A polícia foi até a fazenda. E o que encontraram lá foi o cenário de um verdadeiro pesadelo. O corpo de Bernice estava pendurado de cabeça para baixo em um galpão, o corpo estava desmembrado, com o coração colocado em uma tigela sobre a mesa. Seus órgãos estavam guardados em caixas. Partes do corpo estavam cozidos em panelas. Dentro da casa, os horrores se acumulavam. Máscaras feitas de rostos humanos. Lábios femininos pendurados em barbantes. Cadeiras e luminárias com estofamento de pele. Um cinto feito de mamilos. Crânios transformados em tigelas. Um sutiã de pele humana. Bolsas, roupas, luvas, tudo feito a partir dos corpos que Ed profanava. Edward Gein foi preso e diagnosticado com esquizofrenia paranoide.


Objetos feitos de pele humana
Objetos feitos de pele humana

Mesmo assim, em 1968 foi considerado mentalmente capaz de ser julgado. Foi condenado, mas considerado legalmente insano e passou o resto da vida internado no Hospital Central Estadual de Wisconsin, onde morreu em 1984. Sua casa foi destruída por um incêndio misterioso logo após sua prisão muitos acreditam que foi um ato de justiça popular. A história de Edward Gein inspirou obras icônicas do terror como "O Massacre da Serra Elétrica", "Psicose" e "O Silêncio dos Inocentes". Personagens como Leatherface, Norman Bates e Buffalo Bill carregam traços diretos de sua história. Até onde vai a mente humana quando moldada por traumas, obsessão e solidão? Para vcs, Edward Gein foi um assassino? Um louco? Ou o reflexo mais sombrio de um amor distorcido pela loucura? Fica o convite para refletir.



Por: Renata Moura

Contato: renatamourareal@gmail.com

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