Robert Hansen: O Serial Killer que Caçava Mulheres na Floresta
- Por: Renata Moura

- 12 de mai.
- 4 min de leitura
Imagine acordar no meio da floresta. Sem roupas. Com os olhos vendados. Sem saber para onde correr. E, em algum lugar atrás de você… alguém segura uma arma. Esperando o momento certo para começar a caçada.
Essa não é uma história de ficção. É a história real de Robert Christian Hansen. Um homem que transformou pessoas em presas e a floresta em um campo de extermínio. Ele costumava largar suas vítimas, todas mulheres, na floresta, sem roupas, com os olhos vendados e as mãos amarradas. Dava um tempo para que elas pudessem correr, como uma vantagem e depois iniciava a caça atrás delas como se fossem animais.

O Robert Christian nasceu em Iowa, Estados Unidos no dia 15 de fevereiro de 1939. Sua infância foi marcada por conflitos constantes com o pai e uma rotina dura, trabalhando ainda criança na padaria da família. Ele não queria, mas a família o obrigava a trabalhar nessa padaria. O pai dele o tratava de forma muito severa e eles não se davam bem.
E o que acontece, muitas vezes a criança vive um drama familiar e procura refúgio na escola. Porém na escola, ele não se encaixava, os colegas o tratavam mal. Além dele ser ser tímido, magro, gago e sofria com uma acne severa. O que causava um certo desconforto e ele foi tomando raiva da situação.
Essas características o transformaram em alvo fácil. As piadas eram diárias. A humilhação também. E enquanto muitos aprendem a lidar com a dor… Robert aprendeu a guardar rancor. Especialmente contra mulheres. Eu não encontrei exatamente o por que, deste rancor pelas mulheres. Acredito que havia uma certa rejeição por parte delas.
Aos 18 anos, ele abandona tudo e se alista na reserva do Exército norte-americano. É nesse período que algo muda. Robert descobre a caça. Para os colegas, era só um hobby. Para ele, era controle. Poder. Domínio absoluto sobre a vida de outro ser. Esse detalhe, que parecia pequeno na época, mais tarde se tornaria central nos crimes que chocariam o país.
Nos anos seguintes, Robert entra e sai da prisão. Em 1960, é condenado por incendiar a garagem de um ônibus escolar. Cumpre parte da pena e é solto. Depois disso, novas prisões se acumulam: agressões, furtos, roubos.

Em 1977, ele recebe o diagnóstico de transtorno bipolar. Mas nenhuma medida eficaz é tomada. O histórico era claro. O perigo, ignorado. Em junho de 1983, Cindy Paulson cruza o caminho de Robert. Ela é sequestrada, violentada e submetida a torturas brutais com ferramentas. Bem estilo o Filme O Albergue sabe? Mantida presa no quintal de sua casa, Cindy não tinha certeza se sairia viva. Até que surge uma brecha. No momento em que Robert tenta levá-la para um avião particular, ela consegue fugir. Algemada. Descalça. Com as roupas rasgadas. Cindy corre desesperada até a Sexta Avenida e encontra um caminhoneiro chamado Robert Yount que decide ajudá-la. Ela denuncia tudo. Mas algo revoltante acontece: faltam provas. Robert nega. E o caso não avança. Ficou a palavra dela, contra a dele.
Ainda em 1983, dois corpos são encontrados. Joanna Messina e Sherry Morrow. As vítimas tinham algo em comum: eram garotas de programa e foram mortas com disparos de rifle calibre 223.

Os investigadores percebem padrões. Casos antigos começam a ser revisados. A cada nova análise, a mesma arma. O mesmo perfil de vítima. O FBI entra oficialmente no caso. Os especialistas traçam o perfil psicológico do criminoso: Um homem experiente em caça. Isolado. Com baixa autoestima. Histórico de violência. E profundo desprezo pelas mulheres. E aqui, todas as descrições levam a um nome: Robert Christian.
Em outubro de 1983, a casa dele é revistada. O que a polícia encontra muda tudo. Dentro da residência, os agentes encontram: Um mapa detalhado com a localização exata de cada corpo encontrado. Armas compatíveis com os crimes. Rifles calibre 223. E algo ainda mais perturbador: os documentos de identidade das vítimas, guardados como troféus. Diante das provas, Robert não resiste e confessa tudo. Robert revela como tudo funcionava. Ele atraía as mulheres até uma cabana nas montanhas. Violava. Torturava. Depois, as libertava na floresta, nuas e vendadas. E então… começava a caçada. Ele as perseguia como animais, usando tudo o que aprendera durante anos como caçador.

Pelo menos 17 mulheres passaram por esse horror. Apesar do número de vítimas, Robert só foi formalmente acusado pelas mortes de quatro mulheres e pelo sequestro e tortura de Cindy. A sentença foi pesada: 461 anos de prisão, mais prisão perpétua. Sem possibilidade de liberdade condicional. Robert Christian morreu em 21 de agosto de 2014, aos 75 anos, por problemas de saúde. Preso. Silenciado.
Mas a pergunta que fica não é sobre ele. É sobre quantas vezes o sistema falhou antes que fosse tarde demais. Quantos sinais foram ignorados. Quantas oportunidades de impedir o pior foram perdidas. Essa não é apenas a história de um assassino.

É a história de vítimas que poderiam ter sido salvas. E de um terror que nunca deveria ter acontecido. Vítimas que passaram por coisas perturbadoras. Imagina o quão sinistro e medonho é ser amarrada, sem roupas, com os olhos vendados e mãos amarradas, depois largadas na floresta para que elas corram, como presas e o montro atrás com uma arma caçando, disparando, silenciando. Vocês onheciam este caso? Já tinham ouvido esta história macabra em algum lugar?
Por: Renata Moura
Contato renatamourareal@gmail.com
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